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Cão-guia é mais do que o melhor amigo da pessoa com deficiência

Cão-guia é mais do que o melhor amigo da pessoa com deficiência

Ele é um animal esperto, eficiente no trabalho, sem perder o encantamento que o amor por seu dono nos traz. Esse é o cão-guia que, além do companheirismo habitual, é mais do que o melhor amigo das pessoas com deficiência visual.

Quando treinados para essa função, o cachorro não é somente uma companhia para o dono, mas passa a ser a extensão do corpo de uma pessoa cega. O animal fica sempre do lado esquerdo e um pouco à frente de seu proprietário para ajudá-lo a se movimentar em qualquer direção.

O cão-guia também auxilia o seu acompanhante a utilizar os meios de transporte, identifica e evita trajetos com obstáculos. O animal é treinado ainda para ignorar qualquer tipo de elemento que o venha distrair como outras pessoas, animais e odores.

As principais características em um cão-guia são a personalidade, a liderança, o porte, a pelagem, a inteligência e capacidade de aprendizagem e a obediência. Esses fatores, em conjunto com o treinamento adequado, acabam se tornando uma nova forma de autonomia e qualidade de vida para as pessoas com deficiência.

No Brasil, existem em torno de 1,2 milhão de cegos, mas menos de 100 cães-guia. Muitas instituições se especializaram na capacitação dos animais e algumas inserem na grade curricular dos cursos de pós-graduação como é o caso do Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-guia do Instituto Federal Catarinense (IFC).

A instituição busca na Secretaria Nacional de Promoção dos Diretos da Pessoa com Deficiência um apoio para as demandas do Programa Cães-guia, tanto para as necessidades financeiras quanto as de recursos humanos, numa articulação entre vários ministérios para a continuidade do Centro.

A ideia da Secretaria é tornar o Programa um projeto de governo e não uma ação isolada de um campus universitário. Usuário de cão-guia, Cezar Rodrigues Oliveira, teve acesso ao animal treinado vinte anos depois de perder a visão, o que mudou a sua vida. “Foi um sonho realizado.  O cão-guia dá uma segurança de 100%, diferente da bengala”, salientou.

Treinamento

O treinamento dos cães-guias é concluído quando o cão tem entre um ano e meio e dois anos de idade. Mas o processo começa bem cedo, quando ainda são filhotes. Nessa fase, o animalzinho já começa a passar pela socialização, uma das etapas da capacitação.

O filhote passa a conviver com os seres humanos e aprende a se movimentar em qualquer tipo de ambiente, seja privado ou coletivo. Ele vai ser direcionado a ter boas maneiras como não latir em demasia ou ficar pedindo comida na hora da refeição dos adultos.

Quando o cão-guia tem entre um ano e um ano e meio de idade, começa o treinamento propriamente dito, com comportamento e atitudes que vão garantir a integridade física do seu proprietário.

Os animais aprendem a desviar de obstáculos, achar pontos de referência como cadeiras ou elevadores. Os cachorros identificam também o que é direita e esquerda. Eles ainda são treinados para a “desobediência inteligente”, quando eles não obedecem a um comando no momento que perceberem um perigo iminente.

Por isso é importante que as pessoas não desviem a atenção do cão-guia quando ele estiver trabalhando. Não se deve chamar o animal pelo nome, fazer um carinho ou até mesmo tentar dar um alimento pois o cachorro pode perder o foco na hora de guiar o seu tutor.

Ajuda em diversas situações

Os cães treinados também desenvolvem os trabalhos para ajudar as pessoas com deficiência ou com problemas de saúde. Há casos de cães que dão assistência a pessoas surdas, por exemplo, avisando sobre os sons que ela não podia ouvir como a chamada no celular ou o toque da campainha.

Outros animais também auxiliam pessoas com deficiências físicas ou de locomoção. Os cães recebem e entregam coisas, pegam coisas no chão ou dentro de bolsas e pastas, abrem e fecham portas.

Outro tipo de treinamento a que os animais estão aptos é o de acompanhar o tutor que tem epilepsia. Os animais têm a possibilidade de detectar a aproximação de uma crise e alertam o seu dono para que ele se coloque em uma posição segura ou tome outras providências.

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