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Gravidez, parto e cesariana exigem acompanhamento

Gravidez, parto e cesariana exigem acompanhamento

Quando o assunto é a gravidez nos animais, o Hospital Bichos do Sul disponibiliza profissionais, tecnologias e estrutura para que tudo ocorra bem tanto na gestação da mãe, quanto na hora do nascimento dos bebês.

Segundo a doutora Bruna Leal de Araújo Goes, a paciente recebe na clínica um acompanhamento no período gestacional onde é observado o desenvolvimento do filhote e a situação da saúde da mãe.

“Os exames no Hospital, dentro dos cuidados com a gestante, passam pela análise hematológica antes da cirurgia, pois é bem comum que as mães tenham anemia em função da gravidez. Já o ultrassom serve para avaliar quantos bebês são, se os filhotes estão vivos, mortos ou em sofrimento fetal, pois podem entrar em agonia”, esclarece a veterinária.

De acordo com a doutora Bruna, a gestante deve se alimentar desde o início da gestação com ração para filhotes e manter a mesma alimentação enquanto estiver amamentando. “Essa orientação é porque a gestante pode ter uma eclampsia no final da gravidez em função da mobilização do cálcio para o leite”, salienta.

Em relação ao período de parto, o acompanhamento periódico também evita que o tempo correto para o nascimento dos filhotes seja ultrapassado. Segundo a veterinária, a gestante pode não apresentar os sintomas, o que pode levar os filhotes à morte.

A chegada dos filhotes

“Quando a fêmea começa o trabalho de parto, é comum cair a temperatura do animal, na média de 38,5 graus. Vai baixar para 37 ou 37,5 e a gestante apresentará leite nas mamas. Daí ela já começa a fazer o ninho, preparar o ambiente para a chegada dos seus filhotes”, relata.

“A partir do momento que se vê a contração, que o animal faz força na barriga, indicamos que se, no máximo em duas horas, a gestante não tiver dado a luz os bebês, ela deve vir para o Hospital imediatamente”, alerta a médica, onde serão feitos exames, como a ultrassonografia, para detectar o que está acontecendo com o animal.

Conforme a doutora, a paciente pode ter distocia, que é quando a pelve do animal não abre para sair o filhote. Isso é comum, segundo a médica, principalmente em animais das raças buldogue e pug. Nesses casos, o procedimento indicado é a cesariana.

Cesárea para salvar os bebês

A veterinária destaca que a cesárea deve ser realizada também quando os filhotes nascem mortos, pois pode haver a possibilidade de um deles obstruir o canal impedindo o nascimento de outros bebês que permanecem dentro da mãe. As cirurgias são feitas nos blocos cirúrgicos do Hospital Bichos do Sul, com anestesia inalatória, monitoração cardíaca e de saturação.

A médica ainda observa: “A partir do início das contrações, o nascimento dos bebês deve acontecer dentro de duas horas, no máximo. E o período entre um filho e outro também não pode passar de duas horas”. Normalmente, a gestante faz o procedimento e vai embora no mesmo dia.

Bruna conta que uma cliente chegou com uma paciente que tinha um filhote vivo e um morto dentro do útero. Antes, outro bebê havia nascido. O parto durou cerca de três horas. “O filhote que morreu estava no canal e prendeu o outro lá dentro. Fizemos ultrassom, e, quando tivemos a situação da mãe e dos bebês, foi feita a cesariana. A mãe ficou bem com os dois filhotinhos em casa”, afirma.

Reanimação

O Hospital Bichos do Sul também possui uma equipe de reanimação de filhotes. “Depois de retirados, temos que fazer com que eles respirem. Temos que aspirar o líquido da via respiratória da placenta e fazer com que eles voltem a respirar, além de ver se está batendo o coração ou se há alguma anomalia nos bebês”, especifica a veterinária.

Segundo ela, depois dos primeiros procedimentos, os filhotes são limpos, colocados no oxigênio e aquecidos. Todo esse processo com os pequenos depois da cesariana se assemelha às atitudes instintivas da mãe, que no nascimento da cria já faz a sua reanimação ao comer a placenta, lamber o filhote e, assim, estimular a respiração do recém-nascido.

“Todo o acompanhamento é muito importante pois muitas questões envolvem a gestação e o parto. A mãe, por exemplo, pode ter o deslocamento da placenta ou uma doença infecciosa. O bebê pode ser mais fraquinho, não ter o desenvolvimento adequado, não ter força para nascer ou não conseguir passar no canal”, detalha.

O Hospital Bichos do Sul atende em torno de 20 cesarianas por mês. Mas também faz o parto assistido, de acordo com a doutora Bruna. “Após as contrações, fazemos os exames para averiguar os filhotes e através de uma medicação induzimos o parto. Esse procedimento pode ocorrer quando o nascimento é demorado ou houver outras implicações que exigem a indução, mas sempre com o acompanhamento que é muito importante”, resume.

Inseminação artificial

O Hospital Bichos do Sul também realiza inseminação artificial quando o relacionamento sexual não ocorre naturalmente. A prática é solicitada geralmente por criadores, mas também é aplicada para os cães braquicefálicos, aqueles que possuem focinho achatado, que apresentam problemas durante a cópula.

“No Hospital é feita a coleta de esperma e a inseminação. O paciente passa por um acompanhamento para ter a certeza que vai emprenhar. Antes, na fêmea, há a coleta de progesterona para ver se está no período fértil. Assim temos a segurança e uma maior probabilidade de obter maior êxito na fecundação”, complementa a médica veterinária.

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